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Academia Pernambucana de Letras celebra o 124º aniversário de fundação em grande estilo

Numa de suas mais prestigiadas solenidades, com seu auditório completamente lotado, a Academia Pernambucana de Letras comemorou a passagem do 124.o aniversário de sua fundação (é a terceira mais antiga do Brasil) entregando títulos aos seus cinco sócios correspondentes e o Prêmio de Literatura Regional Neíse e José Nivaldo aos autores dos livros selecionados pela comissão especial encarregada de avaliar as obras inscritas no concurso.

O presidente da instituição, professor e escritor Lourival Holanda, ressaltou a importância da APL que vem abrindo as portas para incentivar manifestações identificadas com as raízes da cultura pernambucana e brasileira, estimulando a projeção de talentos que certamente irão oferecer grandes contribuições ao desenvolvimento social e ao processo civilizatório em curso no nosso estado e no país.

Coube ao recém-eleito, professor e cientista político Marcus André, fazer o discurso alusivo à trajetória histórica da tradicional instituição pernambucana, ocasião em que traçou paralelos entre a APL e a Academia Brasileira de Letras destacando o elenco de acadêmicos pernambucanos eleitos para a Casa de Machado de Assis desde o século 19 até os dias atuais.

Eis a integra do discurso:

Há uma passagem de Machado de Assis no Prefácio ao seus Papéis Avulsos, publicado em 1882, que me parece muito relevante para o que fui incumbido de fazer aqui nesta noite: a celebração do 124º. Aniversário desta casa, a Academia Pernambucana de Letras.

Discorrendo sobre a diversidade temática e de gênero nos Papéis Avulsos – crônicas, contos, novelas (é neste volume que está incluído o Alienista), – Machado explica:

“Eles não vieram para aqui como passageiros que acertam de entrar na mesma hospedagem. São pessoas de uma só família que a obrigação do pão fez sentar à mesa”.

Não vi referência a respeito, mas imagino que Machado diria o mesmo, cinco anos mais tarde quando fundou a Academia Brasileira de Letras, tornando-se seu presidente, e contando com Joaquim Nabuco como secretário geral. Na recém fundada ABL muitos sentaram-se à mesa, em comunhão, em torno da cultura, sobretudo na sua forma literária, escrita, mas não só dela. Isto era o que unia os diplomatas, militares, e jornalistas que fundaram a casa.

 

Os membros desta casa – Academia Pernambucana de Letras –  não vieram parar aqui tampouco como passageiros que acertam entrar na mesma hospedagem. São muito diversas suas trajetórias e seus perfis, mas têm um denominador comum. A tradição que herdamos na APL é grandiosa: já tomei emprestado a metáfora de peso da noite para caracterizá-la. Uma noite estrelada. Foram membros Joaquim Nabuco, João Cabral, Gilberto Freire, Ariano Suassuna, para destacar aqueles que honrariam qualquer academia, em qualquer país, a qualquer tempo.

A APL foi fundada em 1901 por membros destacados da Escola do Recife como Martins Júnior; Oliveira Lima (que se tornou professor visitante em Harvard e titular na American Catholic University (Washington, DC); Arthur Orlando – este também membro da Academia Brasileira de Letras – , e por Carneiro Vilela que se tornou seu primeiro presidente.

Mas o brilho não está somente no passado, continuam nas obras e na atuação das sucessivas gerações da academia. Muitos dos quais tive o privilegio de interagir desde muito jovem, mas seria impossível nomeá-los aqui nesta noite.

A Academia Brasileira de Letras e os pernambucanos tem mantido laços estreitos desde suas primeiras décadas de vida: Joaquim Nabuco esteve à frente da instituição como secretário geral por duas décadas e Rui Barbosa, que cursou os dois primeiros anos da graduação na Faculdade de Direito do Recife, a presidiu, por uma década. Mais tarde dois outros pernambucanos também a presidiram: Marcos Vilaça e Austregésilo de Athayde. Os pernambucanos da ABL são muito numerosos e atualmente os acadêmicos José Paulo Cavalcanti e Marcos Vilaça fazem parte da instituição, o que é motivo de muito orgulho para nós.

Machado fala de uma academia que fora pensada inicialmente como um clube de “Homens de Letras” – o gênero masculino aqui é importante porque as mulheres só vieram a ingressar na ABL, quase um século depois, em 1977, e na APL, muito menos que isso. Ainda assim duas décadas se passaram para o ingresso da primeira mulher  – a poetisa Edwiges de Sá Pereira – na instituição.

Foi Joaquim Nabuco o responsável, como sua correspondência com Machado de Assis revela, por tornar a ABL  mais inclusiva. Inclusiva em sentido horizontal, da atuação  profissional de seus membros. O modelo era a Academia Francesa. Não é a toa que que o número de cadeiras da APL e a instituição francesa é o mesmo. Como o são também muitos de seus ritos.

Nabuco enfatizou a importância da presença na instituição dos grand seigneurs e notables (expressões francesas que utilizou naquela correspondência) –  diplomatas, embaixadores (grandes protagonistas do mundo da cultura no mundo pré-globalização), a alta magistratura, historiadores. E assim, ampliaram-se os quadros para além do círculo de literatos para incluir o que se chamou na época de “expoentes” do mundo das letras,  humanidades. Enfim “homens públicos” e aqui a referência ao gênero também merece registro.

O desafio da inclusividade é tarefa permanente entre outras razões pelo Admirável Mundo Novo digital (muitos diriam espantoso ou aterrador). A escritura assume hoje formas inusitadas que eludem qualquer categorização. Penso em blogs e outras formas de produção recentes.  E assim as academias tem ampliado a interpretação do que é literatura.  O Nobel concedido à Bob Dylan e o ingresso de Gilberto Gil na ABL são exemplos. Como também o é o de Fernanda Montenegro.

Não tem sido diferente com a APL que é uma casa de poetas, romancistas, cronistas, artistas, e muitos que tem a literatura como objeto. Tem acolhido também intelectuais públicos e os que se dedicam às letras jurídicas, humanidades e as ciências humanas, músicos, jornalistas.

A grande família dos membros da APL senta-se à mesa pela obrigação do pão, para abusar da metáfora de Machado.  Mas aqui caberia falar de uma missão, um  ethos, uma chamamento. Inevitavelmente cumprimos o papel de guardiões de uma herança. De um certo cânone. Esta assertiva é menos uma constatação empírica que um ideal normativo.

Na ABL, há exatos 100 anos Graça Aranha, um diplomata e acadêmico, lançou uma espécie de manifesto apelando para que a instituição abraçasse o modernismo e esquecesse o passado. A magnitude da reação à proposta faz sentido quando refletimos mais detidamente: as academias cumprem uma missão de celebrar a cultura. E cultura é legado, memória. É lutar contra o oblívio.

Mas é também transformação. Aponta para o futuro. A tensão entre o passado e o presente não comporta solução. A missão da Academia terá sido sempre portanto a buscar um compromisso entre preservar o legado e aceitar as inovações por mais disruptivas que possam ser. É assim que devemos celebrá-la.

A Academia entregou diplomas de Sócio Correspondente aos escritores Carlos Henrique Coimbra, Davyd Davynson Lopes Leandro Furtado, Gerson Camarotti Gomes, José Almino de Alencar e Renata Pontes Queiroz.

O jornalista e autor Gerson Camarotti fez um emocionado discurso em nome dos agraciados cuja íntegra é a seguinte:

“No início dos anos 90, frequentei bastante a Academia Pernambucana de Letras. Era mágico entrar neste templo da cultura do nosso estado e participar de uma conferência ou de um lançamento de livro. Tenho memórias completas, por exemplo, do lançamento de “A História do Amor de Fernando e Isaura” do meu mestre, amigo e acadêmico da APL, Ariano Suassuna. Foi uma fila quilométrica que levou horas até chegar minha vez de receber uma dedicatória afetuosa. Outro lançamento marcante para mim foi da edição da Nova Aguilar da Obra Completa do poeta João Cabral de Melo Neto nesta Academia em 1994. Ganhei uma dedicatória inusitada: “À sua voz reconhecida”.

O poeta já estava quase cego e ouvia a CBN. Eu era reporter da rádio, e ele me escutava diariamente com as notícias do Recife. E foi dessa forma que consegui entrevistá-lo na sua última viagem ao Recife. Ele estava negando vários pedidos de entrevista. Quando fui falar com o poeta, ele perguntou meu nome: “Por que você não me disse logo? Te escuto todas as tardes com as notícias de Pernambuco”. Nessas ocasiões, conheci o amigo Marcos Vinicios Vilaça, que anos depois me receberia tão bem quando cheguei à Capital Federal em 1996. Não é fácil sair do Recife e chegar sozinho em outra cidade. E os pernambucanos que percorreram antes esse caminho criam uma rede invisível de solidariedade e empatia. Exatos 29 anos depois, posso dizer que o Recife nunca saiu de mim. E é sempre uma felicidade quando recebo uma mensagem com notícias publicadas na imprensa pernambucana, como de vez em quando costuma fazer o meu amigo José Paulo Cavalcanti Filho.

Essas lembranças registram a importância que dou ao título de sócio correspondente da Academia Pernambucana de Letras. Quando recebi a notícia pelo nosso decano no jornalismo, Ângelo Castelo Branco, fiquei emocionado. Como estou emocionado neste momento. Saberei honrar e divulgar a nossa literatura pernambucana. Como disse nosso presidente Lorival Holanda na coluna Literária do meu amigo-irmão, Fábio Lucas, “o sócio correspondente é alguém que a Casa escolhe e acolhe para alargar as fronteiras do nosso saber conjunto”. Essa será a minha missão a partir desse exato momento.

Em nome da professora Margarida Cantarelli e de Angelo Castelo Branco, meu profundo agradecimento aos acadêmicos pernambucanos que honram nossa cultura e nossa literatura. No auge da pandemia de coronavírus em 2020, com as pessoas sem sair de casa, pensei em algo que poderia fazer para dentro das minhas limitações, ajudar a diminuir o clima de angústia generalizado que percebia em todo lugar. Fui buscar na literatura, a minha grande paixão junto com o jornalismo, um caminho para tentar estimular outros debates naqueles tempos de tanta incerteza e medo. Foi dessa forma que comecei a postar todos os sábados uma sugestão de livro das minhas leituras de romances, contos, poemas, peças e ensaios. Rapidamente, aquelas postagens atingiram uma marca média de 300 mil visualizações. Para minha surpresa, a adesão foi imediata. Nessa época, o algoritmo ainda funcionava com outra lógica. E essa troca de dicas também me levou a conhecer novos autores.

Esse meu encantamento com a literatura surgiu de forma inusitada. Foi um encontro que evidenciou em mim o poder absoluto dessa magia numa criança. Desde muito pequeno, o universo severino fazia parte da minha vida. Pernambucano, conheci ainda menino muitos sertanejos que fugiam da seca. Eles chegavam na Zona da Mata e depois seguiam para o Recife tentando escapar da fome. Mas um sertanejo, em especial, marcou profundamente a minha infância: o vaqueiro Panta, do Sertão do Pajeú. Ele chegou no pequeno sítio da minha família, em Paudalho (Mata Norte), quando eu era muito novo. Panta me ensinou muito da cultura sertaneja: dos mitos, histórias, os causos, a comida (como fazer queijo de coalho), além de coisas práticas como tirar leite de vaca e subir no cavalo para tanger o gado.

Destemido, ele era bom de vaquejada. Usava aquela roupa linda, toda de couro: chapéu, perneira e gibão. Meu amigo Cícero Belmar, que é uma inspiração permanente do melhor jornalismo, conhece bem essa mística sertaneja. Panta era um leitor de literatura de cordel. Todo domingo, quando voltava da feira, trazia um novo livreto. E sempre fazia a leitura em voz alta. Aquelas histórias mágicas me encantavam. Ficava hipnotizado ouvindo Panta. Foi no romanceiro popular que tive o meu primeiro contato com a literatura, que seria a minha paixão para toda vida. No meu último encontro com João Cabral, em 1998, o poeta me contou que aprendeu, ainda menino, a saga daqueles sertanejos que fugiam da seca e chegavam para trabalhar nos engenhos de sua família na Zona da Mata. Foi no início dos anos 1980, logo depois de ter sido alfabetizado, que eu tive uma percepção precoce do poder da literatura.

O impacto de ler Morte e Vida Severina e identificar naqueles versos todo o universo que conhecia tão bem me marcariam profundamente. Aquela realidade próxima do meu cotidiano era o tema de um livro consagrado. Seria o meu encontro definitivo com a literatura. Morte e Vida Severina deixou marcas tão profundas em mim, que adulto, revisitaria a obra duas vezes para dirigir dois documentários. A primeira vez, em 1995, para a conclusão do meu curso de jornalismo. Em 2015, já pela GloboNews, voltei a percorrer o mesmo trajeto do personagem Severino – viajando do Sertão ao Recife – para dirigir o documentário “Morte e Vida Severina: 60 anos depois”, numa parceria com a jornalista e roteirista Cristina Aragão. Aquela minha vivência explicaria muito toda a identificação que tive com a obra de João Cabral, ponto germinal da minha paixão pela literatura.

Nos meus encontros com o poeta, nos anos 90, entendi melhor o universo cabralino. Retomar a infância meio século depois foi a forma que o poeta encontrou para resgatar as origens perdidas na vida de diplomata. “Quando morei em Pernambuco eu não escrevi sobre Pernambuco. Afinal, estava lá dentro, compreende? Já quando morei fora, senti falta. Foi só aí que escrevi sobre a minha terra. Estava com saudades de certas coisas. Por isso, procurava registrar. Essa é uma cicatriz que não some. Até hoje penso na minha infância”, me confidenciou certa vez João Cabral de Melo Neto. Tive o privilégio de conhecer o poeta por intermédio do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, meu grande amigo e mestre que me apresentou e me orientou no melhor da literatura.

A primeira vez que bati na porta do apartamento do embaixador, na Praia do Flamengo, estava com uma carta de apresentação de Suassuna. Já o meu encontro com o mestre Ariano Suassuna foi um pouco antes, em 1989. Tinha na época 15 anos e muito interesse pela literatura de cordel. Já tinha assistido muitas peças do mestre Ariano, como as Conchambranças de Quaderna. Escrevia na revista do Colégio Salesiano e tive a ousadia de me aproximar do grande escritor paraibano que, naquela época, estava mais recluso. Imediatamente, ele disse que eu aparecesse em sua casa. Eu era um jovem estudante e pensava que Ariano Suassuna fizera o convite por delicadeza. Quando bati à porta de sua casa, na Rua do Chacon, 328, percebi que não tinha sido apenas uma formalidade. Passamos a tarde conversando.

Ninguém melhor do que o escritor Raimundo Carrero para entender esses momentos únicos. A generosidade era uma característica única do mestre Ariano, como costumava chamá-lo. Desde então, passei a visitá-lo com frequência. Nossas conversas ficaram mais longas. Até então, achava o cordel uma literatura de menor importância pela sua origem popular. Foi quando Ariano me revelou a influência decisiva para ele e João Cabral do romanceiro popular nordestino. Em 1955, o dramaturgo e romancista paraibano colocava um ponto final na obra que seria uma das mais populares do teatro brasileiro: o “Auto da Compadecida”. No mesmo ano, o poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto também concluía “Morte e vida severina”, seu poema de maior repercussão. Os dois textos foram escritos na mesma época e quando os dois estavam no Recife.

O curioso é que nenhum dos dois imaginava o sucesso que teriam “Compadecida” e “Morte e vida”. Até aquela data, Ariano já tinha escrito sete peças, sem ter sido publicado, e apenas uma fora encenada, com pouca repercussão. Já “Morte e vida” por pouco não caiu no esquecimento. O texto havia sido encomendado por Maria Clara Machado em 1954. Depois de pronto, ela disse que o Tablado não tinha condições para levá-lo ao palco. O poema perdeu as marcações para teatro e foi parar no livro “Duas águas”. Também resolvi ouvir João Cabral de Melo Neto sobre essa influência. No final dos anos 1990, o poeta também estabeleceu diferenças entre as duas obras no nosso último encontro.

O Sertão cabralino é o mesmo dos romances do Nordeste escritos por José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, onde é comum a figura do retirante que luta contra a seca. “Essa visão é bem diferente do sertão de Ariano Suassuna, que é um universo fabuloso, mítico”, explicou Cabral na ocasião sobre a diferença entre essas duas realidades. Essas características ficariam imortalizadas no poema A Pedra do Reino, dedicado a Suassuna. “Foi bem saber-se que o Sertão/ não só fala a língua do não…”

No início dos anos 1990, ainda como estudante de jornalismo, tive a ousadia de pedir uma entrevista para o mestre Ariano Suassuna. Mesmo sabendo que ele estava evitando falar com a imprensa naquele período, me atendeu de imediato. Queria saber sobre a paixão dele sobre a literatura e o hábito da leitura. Para minha surpresa, décadas depois, recebi pelo Instagram um desses vídeos de Suassuna que viralizaram na internet. Ele relatava que certa vez um jornalista havia feito essa pergunta sobre a literatura e a resposta me emocionou profundamente por ser a síntese de tudo que ele me ensinou ao longo de décadas. “Eu não tenho o hábito da leitura.

Eu tenho a paixão da leitura. Eu acho que um escritor é antes de tudo um leitor. Você não pode imaginar o encantamento que a literatura era para mim no Sertão da Paraíba”, disse Ariano. Para ele, o livro sempre foi objeto sagrado. Em 1997, quando entrevistei o mestre Ariano Suassuna para o Correio Braziliense, ele aprofundou sua reflexão sobre essa paixão: “Literatura para mim é missão, vocação e festa. É no meu romance, no meu teatro e na minha poesia que eu danço, toco e canto. Para mim não existe diferença entre a literatura e a vida. A literatura foi o caminho que eu encontrei para enfrentar essa bela tarefa de viver”. Essas palavras ficariam gravadas para sempre na minha memória.”

Prêmio de Literatura Regional Neíse e José Nivaldo

Os vencedores do Prêmio de Literatura Regional Neíse e José Nivaldo foram selecionados por uma comissão integrada pelas escritoras Ana Maria César e Flávia Suassuna, indicadas pela Academia Pernambucana de Letras, e Silvio Amorim, membro do Instituto Arqueológico, Histórico Geográfico Pernambucano, indicado pela família dos homenageados. Por consenso, a referida comissão anuniou o seguinte resultado: 1o. lugar: “O Escambo”, de Melchiades Montenegro. 2o. lugar: “Cora do Cerrado”, de Tana Moreano 3o lugar: “Othon”, de Juliana Cunha Barreto Menções honrosas, sem ordem de colocação: – “Florada em Atacama”, de W. Pereira Carneiro – “Os Novos Amigos”, de Nadyr Maria de Carvalho Manguinho – “As sincronias da Vida”, de Édipo Gomes Monteiro – “Cantos da Casa”, de Fátima Militão – “Viagem ao Interior”, de Eva Crochemore.

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